O absinto, também conhecido como “A Fada Verde”, é uma bebida envolta em mistério e história. Ela reflete as mudanças sociais e culturais ao longo dos séculos.
Origens Medicinais
No início, no século XVIII, o absinto emergiu como um elixir medicinal. Pierre Ordinaire, um médico francês que vivia na Suíça, desenvolveu a bebida. Ele a criou para tratar várias doenças, aproveitando as propriedades das ervas, principalmente o anis, funcho e grande absinto (Artemisia absinthium)
Ascensão à Popularidade
Além disso, durante as guerras napoleônicas, o absinto foi usado pelos soldados franceses como desinfetante intestinal. Ao retornarem, eles popularizaram a bebida. No século XIX, o absinto se tornou muito popular na França, especialmente entre artistas e escritores que buscavam inspiração em sua embriaguez única.
A Era Dourada e a Controvérsia

No final do século XIX, a “l’heure verte” (a hora verde) marcava o momento em que as pessoas se reuniam em cafés para saborear o absinto. Com a crescente popularidade do absinto, críticas começaram a emergir. Surgiram acusações infundadas sobre sua toxicidade e efeitos alucinógenos. Pessoas da época relatavam visões e uma sensação de euforia após beberem a bebida, muitas vezes referindo-se à mítica “Fada Verde”. No entanto, hoje entende-se que esses efeitos provêm mais do alto teor alcoólico do absinto do que de qualquer propriedade alucinógena.
Proibição e Renascimento
Em 1915, movimentos temperantes e vinicultores preocupados com a concorrência pressionaram com sucesso pela proibição do absinto na França e em vários outros países. Essa proibição durou quase um século, até pesquisas recentes demonstrarem que os riscos associados ao absinto não são maiores que os de outras bebidas alcoólicas, quando consumido com moderação. Esse novo entendimento levou ao levantamento das proibições no início do século XXI.
O Ritual de Beber Absinto
O ritual de beber absinto é uma prática tradicional que envolve uma preparação cuidadosa antes de consumir a bebida. Primeiro, coloca-se uma dose de absinto no copo. Em seguida, uma colher perfurada é colocada sobre o copo com um cubo de açúcar em cima. Água fria é então vertida lentamente sobre o açúcar, dissolvendo-o e misturando-se com o absinto. Este processo, conhecido como “louche”, faz com que a bebida se torne opalescente e libere seus aromas herbais. A proporção de água para absinto varia segundo o gosto pessoal, mas geralmente fica entre 3:1 e 5:1. O ritual não é apenas uma forma de preparar a bebida, mas também um momento de apreciação e contemplação.
Hoje em dia, o absinto é valorizado mundialmente por seu sabor complexo e história intrigante. Apesar das polêmicas passadas, ele permanece como um ícone de criatividade e expressão cultural.
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